Resenha: Esposa Perfeita – Karin Slaughter

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Olá leitores do Sobre Livros! Sim, eu tive uma overdose de Karin Slaughter! Até brinquei no Instagram que estou vendo pistas de crimes para todos os lados… hahahahhaha… Mas a verdade é que se a narrativa não fosse boa, eu não conseguiria emendar uma leitura na outra assim, né?

Karin Slaughter é uma autora best-seller norte-americana, e seus livros já foram traduzidos para mais de trinta idiomas. Nasceu na Geórgia, atualmente mora em Atlanta. “Esposa perfeita” é o oitavo livro da série Will Trent, mas não se preocupem – foi o primeiro livro que li da série e não senti falta de nenhuma informação, consegui acompanhar o livro tranquilamente.

A edição do livro está excelente, não vi grandes problemas na revisão, as páginas são amareladas e diagramação confortável. Assim como em “Flores partidas”, a edição de “Esposa perfeita” também tem uma jacket interessantíssima: na jacket, vemos focado um rosto feminino, e na capa temos a mesma modelo, mas imersa em sangue. Curuis!

Esposa Perfeita” abre-se com um prólogo bastante sangrento – uma mãe segura sua filha nos braços pela primeira vez, triste que nessa ocasião a filha está morrendo e cabe a mãe tentar salvá-las da pessoa que avança pelo corredor escuro. Sem citar nomes e nos apresentando uma situação nefasta é que Slaughter nos faz imergir nas primeiras páginas.

No primeiro capítulo somos apresentados aos protagonistas da narrativa, Will Trent e sua parceira Faith. Eles são chamados para investigar um crime muito peculiar.

Há alguns meses, Will tentou prender um famoso jogador de basquete por estupro, mas seus advogados foram hábeis o suficiente para inocentá-lo. Então quando Will é chamado para investigar um assassinato em uma boate abandonada desse jogador, ele não fica nada animado.

O caso fica ainda pior, pois a vítima é um ex-policial encontrando com uma maçaneta enfiada na garganta. Amanda, chefe de Will e Faith, está uma pilha de nervos com toda a situação bizarra e que os coloca em uma circunstância melindrosa.

E não ajuda nada quando dois outros policiais ficam se metendo na investigação. Collier e Ng incomodam só de olhar…

Não posso falar muito mais que isso sobre a história, pois os detalhes dão um plus na leitura. Descobrir cada nuance dessa narrativa é inebriante. Confesso que descobri o que estava acontecendo antes da autora finalmente colocar tudo às claras, mas isso não diminui o prazer de ir descobrindo aos poucos.

Uma investigação alucinante, mas que não perde de vista as histórias de seus protagonistas. Os personagens são ricamente delineados, então é maravilhoso quando a solução do crime se entrelaça com a vida pessoal do Will.

Esposa perfeita” é mais leve que “Flores partidas”, é mais divertido de acompanhar. É claro que apresenta cenas e conclusões fortes, que nenhum ser humano deveria conviver, mas em “Esposa perfeita” conseguimos manter um maior distanciamento dos narradores.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas alternando os focos narrativos. A técnica usada foi essencial para manter o interesse do leitor e nos deixar atordoados com as reviravoltas.

Indico a leitura do livro para aqueles que gostam de uma boa investigação criminal e para aqueles que gostam de ser surpreendidos. Boa leitura!

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