O boneco de neve | Um suspense promissor com um péssimo roteiro

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Na próxima quinta-feira (23) estreia no Brasil a adaptação do livro Boneco de neve, de Jo Nesbo. Para quem curte um suspense investigativo deixo minhas impressões do filme.

Ficha técnica:

Título original: The snowman

Distribuidora: Universal Pictures

Direção: Tomas Alfredson

Roteiro:Soren Sveistrup, Peter Straughan, Hossein Amini

Produção: Tim Bevan, Martin Scorsese

Elenco: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg, James D´arcy, Val Kilmer, David Dencik, Jonas Karlsson.

O longa conta a estória de Harry Hole, um investigador de polícia de Oslo (Noruega), alcoólatra, que vive se ausentando do trabalho por causa da bebida e é acobertado por seu chefe imediato. Uma investigadora é designada para trabalhar com Harry e precisam investigar os desaparecimentos de mulheres na cidade e nas redondezas.

Todas as mortes têm um padrão: são sempre mulheres, casadas, com filhos, estão grávidas e o filho pode não ser do marido das vítimas (ops). Além disso, está sempre nevando no momento do desaparecimento e o assassino deixa um boneco de neve com o rosto virado para a casa da vítima.

O modus operandi muda apenas quando se trata de alguém que chegou muito perto de descobrir a identidade do assassino.

Contudo, há muito mais envolvido nessas mortes e na vida tanto de Harry quanto e sua parceira do que imaginamos e as revelações vão sendo feitas mais da metade para o final do filme.

Gosto de filmes de suspense e sempre espero muito deles. Quando se trata de uma adaptação, então! Minha curiosidade toma proporções astronômicas e passo a ficar um tantinho mais exigente. O que não gosto, contudo, é de roteiros de adaptação feitos apenas para quem leu o livro. Duas coisas pra mim são essenciais em adaptações de livros: que seja fiel ao livro; que o roteiro seja feito presumindo-se que há pessoas que não leram a estória, mas querem assistir ao filme!

Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler a obra de Jo Nesbo que deu origem a esta adaptação (está na fila!), então pode ser mais um caso de filme cujo roteiro foi feito apenas para quem leu o livro (uma pena).

Confesso que fiquei bem tensa em algumas partes, principalmente aquelas em que você tem certeza que vai assustar, sabe? Pois é. Contudo, na verdade, o que me assustou mais foi a falta de nexo entre algumas partes do enredo que foram “jogadas” no filme e  desapareceram sem qualquer explicação (por exemplo: o chefe imediato do Harry, que parece um personagem que vai ser essencial na estória, mas aparece apenas em duas cenas e nunca mais; Harry é alcoólatra. De repente, não é mais. Os carros! Meu Deus, como os carros correm na neve e não derrapam!; Harry teve um relacionamento amoroso. A mulher tem um filho cuja paternidade é supostamente desconhecida. Eu passei o filme todo esperando pra saber se o Harry era o pai do menino ou não – afinal o garoto era muito apegado a ele – Ainda estou querendo saber…).

Enfim, para quem não leu, ficou uma sensação vaga de enredo e de personagens rasos, com passados revelados abruptamente ou sequer são revelados. Além, claro, dos suspeitos, cujos motivos para serem suspeitos ficaram tão soltos no filme quanto todo o resto.

Bom, essa é minha opinião. Quem assistir me conte o que achou!

Assistam ao trailer:

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