Nos siga

Cinema

Jumanji: Bem-vindo à selva | Comédia e ação na mesma proporção

Publicado

em

Olá Leitores! Jumanji é um filme que me remete diretamente à infância e às horas que passávamos assistindo Sessão da Tarde só pra ver mais uma vez as aventuras de Alan Parish, Peter e sua irmã e os desafios apresentados pelo jogo. Quem não gostaria de jogar Jumanji!?

O filme foi inspirado no livro infantil homônimo, escrito e ilustrado por Chris Von Allsburg e que encantou jovens por todo o mundo.

Foi então que, após 22 anos do primeiro filme, tivemos a notícia de que seria lançada sua continuação. E veio o receio. Mas será que depois de tanto tempo conseguiriam fazer uma continuação capaz de nos fazer amar tanto quanto amamos o primeiro? E a resposta, meus caros leitores, vocês conferem a seguir.

Ficha técnica:

Título Original: Jumanji:Welcome to the jungle

Distribuidora: Sony Pictures

Direção: Jake Kasdan

Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, Jeff Pinkner, Scott Rosenberg.

Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gillan, Nick Jonas, Bobby Cannavale, Alex Wolf, Madison Iseman, Ser’darius Blain, Morgan Turner, Rhys Darby, TiM Matheson.

Estreia: 04 de janeiro de 2018

Nota:5/5

O filme conta a história de quatro adolescentes, forçados a limpar um porão, descobrem uma versão eletrônica de Jumanji, um videogame de aventura inspirado no antigo jogo de tabuleiro. Após escolherem avatares, o grupo é inesperadamente transportado para dentro do universo do jogo.

Os quatro adolescentes quando transportados para dentro do jogo passam a ser interpretados pelos atores Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan. A forma como os atores adultos interpretam os adolescentes a fim de que o espectador compreenda que os adolescentes estão naqueles avatares é sensacional. Jack Black mais uma vez deu um show ao representar uma adolescente metida e cheia de frescuras que o escolheu sem querer como seu avatar e arrancou muitos risos. The Rock, um homem daquele tamanho cheio de músculos, dando gritinhos ao ver um esquilo é impagável.

O filme é permeado por ações de ação de tirar o fôlego e comédia de arrancar gargalhadas.

Cabe lembrar que o filme não é um remake do original lançando em 1995, mas uma continuação. Além disso, não vi com maus olhos o fato de o jogo de tabuleiro ter sido convertido em um jogo de vídeo game. A mudança foi bem construída. O jogo nem é tão avançado assim, já que data de 1996.

Assim como no primeiro filme, é necessário chegar ao final do jogo, dizer “Jumanji” para que possam voltar à vida real. Cada avatar recebe 3 vidas (marcadas em formas de tatuagens nos punhos dos avatares e que desaparecem à medida que se perde uma vida), missões, fases, até chegar ao objetivo final. Legal também é o quadro que aparece com os pontos fortes e fracos de cada avatar, que, coincidentemente, são totalmente opostos aos pontos fortes e fracos dos adolescentes na “vida real” deles.

O vilão não é uma figura marcante, mas só os desafios que eles enfrentam para salvar Jumanji e sair do jogo já compensa todo o resto.

Assistam ao trailer!

Amante dos livros, dos filmes (especialmente os advindos de adaptação literária), dos gatos e de um bom e forte café.

Continue Lendo
1 Comentário

1 Comentário

  1. Ximena Sanchez

    6 de setembro de 2018 em 15:51

    Eu também pensei que era uma boa produção. É um ótimo filme porque combina comédia, ação, aventura e um pouco de romance. Eu gostei muito. Eu acho que o sucesso de Jumani Bemvindo A Selva é muito devido ao grande elenco, é bastante reconhecido por seu excelente trabalho. Eu particularmente adorei o desempenho de Jack Black, já que ele é quem, sem dúvida, acrescenta um toque de brilho à história. Eu definitivamente recomendo.

Deixe uma resposta

Cinema

Mundo em Caos | Divulgado novo pôster com Tom Holland e Daisy Ridley

Longa adapta a série literária de Patrick Ness

Publicado

em

Foi anunciado um novo pôster da adaptação cinematográfica baseada na série literária homônima de Patrick Ness: Mundo em Caos. No pôster Todd (Tom Holland), Viola (Daisy Ridley) e o cão Manchee aparecem de costas com o texto “Ninguém escapa do ruído“.

A trama acompanha o personagem Todd Hewitt (Tom Holland), um garoto que encontra uma nave caída na floresta e acha Viola (Daisy Ridley) – a primeira mulher com quem tem contato na vida.

Pôster Mundo em Caos

A estreia de Mundo em Caos tem previsão para ser lançada em 2021, mas ainda sem uma data definida.

Mundo em Caos é uma série distópica escrita pelo norte-americano Patrick Ness e conta a história de um mundo pós apocalíptico com uma infecção rara que causa a morte de todas as mulheres e torna todos os pensamentos dos homens audíveis.

No Brasil os livros foram publicados originalmente pela editora Novo Século, com os três volumes lançados. Hoje quem possui os direitos de publicação é a editora Intrínseca, com apenas o primeiro volume lançado em nova edição.

Continue Lendo

Cinema

Coringa, de Todd Phillips, o espelho de um mundo doente

Publicado

em

Coringa, de Todd Phillips, o espelho de um mundo doente

Cláudio Diniz e Warley Cardoso

 

“É do inferno dos pobres que é feito o paraíso dos ricos.”

(Victor Hugo)

Olá, Leitor!

Uma das tópicas mais importantes do filme Coringa (2019), de Todd Phillips, é a melancolia do palhaço fracassado que enxerga na violência desmedida um caminho a seguir em meio ao caos de um mundo que não deu certo. O cenário é uma Gothan City que poderia se assemelhar a qualquer cidade onde a falta de esperança num Estado que “caga” para o cidadão resulta na revolta das maiorias silenciosas. O desprezo dos mais ricos com os deserdados do capitalismo conduz à carnavalização da miséria no festim diabólico da indústria cultural. No fim, a revolta iminente dos invisíveis da história não é apenas uma visão dantesca de um inferno utópico, mas uma assustadora e complexa escatologia.

Definitivamente, não é um filme que deve ser interpretado com simplismo a partir de uma chave de leitura política de direita ou de esquerda. Tampouco, uma ficção baseada no projeto de desenvolvimento da origem do vilão como já se fez para o próprio Batman. Na Gotham de Todd Phillips, não há espaço para romantismos de qualquer inspiração. Coringa é um filme que impacta porque é perturbador, sanguinário e sem um sentido ficcional previamente estabelecido. Talvez, a chave de leitura mais importante do filme reside na percepção de que o protagonista desse thriller dramático está muito mais próximo do ser humano do que jamais se pensou que tal vilão poderia estar.

Disponível em https://www.cineset.com.br/critica-coringa-joaquin-phoenix-2019/ Acesso em 16.10.2019

“Um soco na cara” é uma possível definição que se pode ter após assistir a este filme perturbador e magnífico.

Logo no início da sessão nos deparamos com um protagonista doente, que necessita da ajuda do Estado para cuidar de si e da mãe convalescente. Sua perturbação e suas preocupações são grandes.

O clima que envolve a trama, sua fotografia e a forma como são expostos os seus dramas nos comovem desde o primeiro momento pois, a imersão no universo do personagem é enorme e tudo o que lhe acomete provoca um grande incômodo.

Se existe uma palavra para definir o que sentimos ao longo das mais de duas horas de filme é desconforto. Desconforto ao ver uma Gotham decadente, suja, desorganizada, sem apoio político para as pessoas menos favorecidas e desconfiada, acima de tudo, de sua classe política que nada faz pelos cidadãos. Afinal, a invisibilidade social e o desprezo aos mais necessitados é recorrente. É neste cenário que está Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um palhaço triste e sem talento, que sobrevive em meio à criminalidade e à dificuldades econômica. Um cara ocupado com trabalhos pouco dignos e que busca ganhar a vida fazendo os outros rir numa Gotham City sem qualquer disposição para isso. A cidade cheia de lixo, fruto de uma greve prolongada do serviço de limpeza urbana, é apenas uma dentre as várias metáforas visuais do filme.

O pobre e solitário palhaço vive com a sua mãe doente (Frances Conroy), que o chama desde criança de happy (uma pequena ironia relacionada com um problema neurológico que faz com que Arthur ria de forma descontrolada quando se sente eufórico ou nervoso). Mãe e filho, carregados de traumas psicológicos, apoiam-se na esperança de que o magnata Thomas Wayne  apareça para ajuda-los porque, supostamente, ele seria o pai biológico de Arthur Fleck.

Devido a sua doença ele carrega consigo um cartão para explicar sua condição e o entrega a desconhecidos sempre que tem um ataque de riso no momento errado, o que é deprimente. Arthur é uma vítima na maior parte da história, humilhado e enganado por todos, e que se afunda cada vez mais numa miséria tão abismal que o suicídio é uma ideia recorrente. No entanto, Arthur acaba se transformando em um assassino frio e cruel. Esse processo é gradual e nos faz questionar se alguns daqueles problemas poderiam acometer qualquer um de nós em algum momento.

É de se esperar, tendo em vista toda a história, canônica ou não, que a transformação de Arthur seja uma coisa previsível desde o primeiro frame, porém a história ainda consegue oferecer algumas surpresas ao longo da descida de Arthur à loucura homicida.

Pode-se perceber as inúmeras influências diretas presentes no filme e alguns fans services. Os rascunhos no diário, no qual anota suas ideias criativas fazem lembrar de Psicopata Americano (2000). A narrativa triste remete a HQ A Piada Mortal (1988) e a sequência no talk show tem uma homenagem ao seminal O Cavaleiro das Trevas (1986), de Frank Miller. A presença de Robert DeNiro como o apresentador Murray Franklin, uma inversão propositada de O Rei da Comédia (1983), em que o apresentador era Jerry Lewis e De Niro fazia o papel do sociopata que aspirava ser comediante. Zazie Beets traz uma normalidade precisa ao papel de vizinha e interesse amoroso de Arthur e, Frances Conroy, representa com brilho uma mãe instável.

Coringas. Disponível em https://nerdficina.com.br/2018/09/25/a-evolucao-do-coringa-nos-cinemas/ Acesso em 16.10.2019

Enquanto o Coringa de O Cavaleiro das Trevas é uma encarnação enigmática, porém de ótimo gosto, de puro caos, imprevisibilidade e animalesco, Joaquin Phoenix concretiza sua interpretação tornando o personagem mais humano e tridimensional.

O Coringa de Phoenix é um personagem renovado, uma versão mais fiel às HQ’s, mais patético, mais performático e, ao mesmo tempo, com sequências de dança e expressões corporais memoráveis que remetem  ao personagem Alex, de Laranja Mecânica (1972). O trabalho de Joaquin Phoenix é fantástico até nos mais pequenos detalhes. Os 23 kg a menos, as unhas roídas até ao sabugo e, propositalmente, manchadas de nicotina, ajudam Phoenix a compor a encarnação real de Arthur, dá a ele substância.

Percebe-se que a linha criativa que Todd Phillips procura seguir é a de Martin Scorcese. Este é sua inspiração e o filme claramente baseia-se nos clássicos dos anos 70 como O Rei da Comédia e Taxi Driver (1976). É uma interpretação profunda, construída sobre um ponto de vista subjetivo de uma pessoa com graves distúrbios mentais que se arrasta lutando para sobreviver. A trilha sonora completa a imersão do filme. É o melhor trabalho de Todd Phillips, incluindo o figurino, produção e fotografia impecável.

Existe, porém, uma tênue camada de interpretação. Para uns isso pode levar a uma glamorização do vilão carismático e seu comportamento. Porém, subsiste certa discussão sobre o fato de o personagem poder ou não incentivar as massas para a desordem e o caos por motivo do tamanho desconforto e inquietação dessa película. Mas, absolutamente, o Coringa não foi feito para ser uma apologia ao comportamento de seus personagens. Talvez seja um instrumento fantástico de questionamento das mazelas do nosso tempo. Entretanto, podemos pensar que ele é uma interpretação fidedigna de uma realidade atual e maçante, aturdido por um sistema, seja ele político e ou financeiro, que espreme as pessoas que precisam de ajuda, que esmaga os mais necessitados. Ao mesmo tempo, é uma crítica a muitos comportamentos da nossa sociedade doente, um questionamento sobre tudo o que fazemos no mundo.

É claro que um filme sobre um dos maiores vilões da cultura pop não poderia deixar de se atirar nos temas atuais levando ao confronto com o espectador. A película é uma obra de arte, uma ode a um reflexo da psique de um personagem de enorme grandiosidade. Coringa é desconfortável, instável, carregado de controvérsias, e um dos filmes que melhor captura o estranho espírito do tempo, nosso Zeitgeist de 2019.

Uma mensagem sobre a nossa falta de empatia que faz com que cada vez mais pessoas com problemas passem despercebidas, sem acolhimento, relegadas ao esquecimento e ao desprezo. É uma crítica contundente a uma sociedade que sobrevive dos restos de uma minoria rica que pouco se importa com seus problemas e sua miséria, fazendo com que toda essa mistura mágica tenha como resultado o caos e a convulsão social.

Enfim, uma obra que se passa num outro tempo, mas que fala tanto de nosso presente e nos faz duvidar do futuro. Isto é, um verdadeiro soco na cara.

Conrad Veidt e Joaquin Phoenix. Disponível em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/02/o-homem-que-ri-o-filme-assustador-de-palhacos-que-inspirou-coringa.htm Acesso em 16.10.2019

O Coringa, principal antagonista do Batman, foi criado em 1940 por Jerry RobinsonBill Finger e Bob Kane para a DC Comics. Sem dúvida, o vilão é uma evidente menção ao personagem Gwynplaine da obra O homem que ri (1869), de Victor Hugo. Com o propósito de exibi-lo como atração de feiras e circos, os traficantes de crianças (comprachicos) da Inglaterra do fim do século XVII cortam os dois lados da boca de Gwynplaine transformando-o num verdadeiro monstro. Contudo, é o mundo em que Gwynplanine vive que é monstruoso. O descaso com os mais desafortunados é a demonstração de uma modernidade medíocre que busca o exótico e o pitoresco na fronte dos invisíveis do capitalismo. Mais tarde, em 1928, a obra de Hugo foi apresentada em suporte cinematográfico pelo diretor expressionista alemão Paul Leni. Essa tradução intersemiótica revelou-se como a base para a criação do personagem dos quadrinhos. O filme de Leni foi visto como uma obra de terror por causa da excelente caracterização de Conrad Veidt (1893-1943), mas o gênero é evidentemente dramático. A relação com o filme de Todd Phillips, nesse sentido, fica mais próxima ainda. Coringa de Todd Phillips é o drama de um invisível que, como procuramos demonstrar, oferece um espelho melancólico de um mundo doente.

Continue Lendo

NOVIDADES

O Gambito da Rainha - Walter Tevis [DESTAQUE] O Gambito da Rainha - Walter Tevis [DESTAQUE]
Livros2 dias ago

O Gambito da Rainha de Walter Tevis chega no próximo mês

O livro tem previsão para 14 de julho.

A Ascensão da Rainha - Rebecca Ross [DESTAQUE] A Ascensão da Rainha - Rebecca Ross [DESTAQUE]
Livros3 dias ago

A Ascensão da Rainha de Rebecca Ross ganha capa e data de lançamento

O livro tem revisão de lançamento para 5 de julho.

O Senhor da Guerra - Bernard Cornwell [DESTAQUE] O Senhor da Guerra - Bernard Cornwell [DESTAQUE]
Livros6 dias ago

Crônicas Saxônicas | Capa de O Senhor da Guerra, conclusão da saga de Bernard Cornwell

Conclusão da saga Crônicas Saxônicas de escritor Bernard Cornwell já tem capa e data de lançamento no Brasil.

Duna - Frank Herbert [DESTAQUE] Duna - Frank Herbert [DESTAQUE]
Fichas1 semana ago

Ficha | Duna – Frank Herbert

Guia completo da série Duna escrita por Frank Herbert com ordem dos livros e informações sobre os filmes e séries...

Go Tell the Bees That I Am Gone - Diana Gabaldon [DESTAQUE] Go Tell the Bees That I Am Gone - Diana Gabaldon [DESTAQUE]
Livros2 meses ago

Outlander | Anunciada a capa e data de lançamento de 9º volume da série

Foi anunciada a capa o livro Go Tell the Bees That I Am Gone, 9º volume da série Outlander, escrita...

Destruidor de Mundos - Victoria Aveyard [DESTAQUE] Destruidor de Mundos - Victoria Aveyard [DESTAQUE]
Livros2 meses ago

Destruidor de Mundos | Capa e previsão oficial de novo livro de Victoria Aveyard

No fim de 2020 foi anunciada a capa do exterior do novo livro da escritora Victoria Aveyard, autora muito conhecida...

Ramsés - Christian Jacq [DESTAQUE] Ramsés - Christian Jacq [DESTAQUE]
Fichas3 meses ago

Ficha | Ramsés – Christian Jacq

Guia completo da série Ramsés escrita pela francês Christian Jacq, com ordem dos livros e informações de outros livros sobre...

J. K. Rowling [DESTAQUE] J. K. Rowling [DESTAQUE]
Livros3 meses ago

J. K. Rowling anuncia saga sobre Vampiros-Feiticeiros

Os jornais The New York Times e o The Guardian anunciaram em nota o lançamento de uma nova saga escrita...

The Desert Prince - Peter V. Brett [DESTAQUE] The Desert Prince - Peter V. Brett [DESTAQUE]
Livros3 meses ago

Ciclo das Trevas | Anunciada capa britânica do livro The Desert Prince

Foi anunciada a capa britânica do livro The Desert Prince, primeiro volume da nova trilogia intitulada provisoriamente de I Am...

Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias - Holly Black [DESTAQUE] Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias - Holly Black [DESTAQUE]
Livros3 meses ago

O Povo do Ar | Pré-venda de Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias de Holly Black

Foi anunciada a capa e pré-venda do livro Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias da escritora Holly...

Populares