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Correspondente Bélgica | Apresentação da nova correspondente internacional

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Me chamo Roqueline Santos, nasci no nordeste do Brasil em Salvador/Bahia onde os repentes e quadrinhas brotam nas mãos de grandes escritores. Tenho 40 anos, sou mãe de dois adolescentes e um livro. A arte de escrever faz parte de mim e da minha essência.

Cursei pedagogia, escrevo desde adolescente quando trabalhava para as minhas amigas de infância como “escritora de cartas de amor”. Escrevia poemas, cartas anônimas e pedidos de namoro.

Por muito tempo lamentei não ter uma aptidão. Desde menina, não sabia tocar um instrumento, não praticava nenhum esporte e nem sequer entendia da arte da computação, mas sabia escrever. Nesta fase, não compreendia que isso poderia ser uma arte. E porque não?

Escrevia o que pensava, me dedicava por horas a desenhar meus sonhos e pensamentos em forma de letras e palavras. Declarava, poetizava, descrevia.  Sou as letras que saem do meu inconsciente. Posso escrever mais rápido do que pensar.

Descobri por fim, que isso é dom. Essa capacidade de escrever e reescrever os fatos e a vida. A insanidade de andar com papel e caneta em qualquer lugar para não perder um instante de imaginação. Dormir com um bloquinho na cabeceira da cama, pois a qualquer momento entre um piscar de olhos, as palavras podem brotar.

Há quatro anos, conheci um homem encantador que me incentivou a publicar meu primeiro livro. Nos casamos e me mudei para Bélgica. Cheguei no país das cervejas e batatas fritas com muitas expectativas, tal foi minha surpresa quando me encontrei numa família de escritores. Meu cunhado, minha sogra e meu marido possuem publicações sobre culinária e viagem. Descobri que nada é por acaso.

É o que sou. Um ser criativo. Capaz de transformar tudo em palavras, expressar a vida na arte da escrita.

Vou dividir com vocês minhas descobertas literárias, compartilhar histórias e curiosidades que encontrar em minhas aventuras. Existe um universo em frases e poemas espalhados por todo o mundo.

Tot Ziens ! (Nos vemos em breve)

Roqueline Santos é formada em pedagogia, mora atualmente na Bélgica. Dedica-se à escrita há vários anos, utilizando-se de temas diversos, sendo o livro Santa Sara Nossa Protetora pela editora Ecos, seu primeiro trabalho editado.

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Correspondente Bélgica | Museu da História em Quadrinhos

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No universo infantil que as palavras ganham forma e significado em nossas mentes. Com o tempo viajamos no universo literário e carregamos as lembranças dos nossos primeiros livros ou tirinhas.

Foi pensando na minha infância, que me deparei aqui na Bélgica com o Museu da História em Quadrinhos.

O edifício fica numa pequena rua na capital Bruxelas. Projetado por Victor Horta foi construído para morada das famosas tirinhas do cartunista belga Hergé, “pai” do famoso herói Tintim, e por decisão do homenageado, o elegante prédio estilo art nouveau divide seu espaço com outro belga renomado Pierre Culliford conhecido como Peyo, criador dos Os Smurfs e outros ilustres cartunistas.

Hoje o museu conta com um acervo de mais de 7.000 quadrinhos de artistas consagrados no mundo inteiro. Um passeio onde podemos descobrir o processo de produção das tirinhas, exposições, bibliotecas e salas de estudo.

São as histórias de nossa infância, eternizadas por aqui e inspirando novos leitores.

Até a próxima.

Site do museu : https://www.comicscenter.net/en/home

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Correspondente Bélgica | Venda de garagem

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Em meio às tradicionais batatas fritas: livros. Assim, a cultura se espalha em um dos países mais antigos da Europa.

Bibliotecas em cada Cidade,  livros em estantes na maior parte das casas, feiras ao ar livre e muitas livrarias.

Parar e folhear um livro faz parte do dia a dia.

Percebi que na Bélgica, principalmente no verão, as ideias literárias surgem em muitas cidades. Certa vez me deparei com essa imagem e fiquei surpresa.


Os livros usados estavam à venda, colocados em um móvel em frente à casa como um pequeno ritual cultural.

Se o leitor tem livros que gostaria de vender, coloca em frente à sua casa com uma caixinha e o valor a mostra. O comprador escolhe, coloca as moedas na caixinha e o livro ganha vida nas mãos de outro leitor.

Parece uma atitude simples, mas funciona como um “presente dos deuses” para nós leitores. Comum perceber a euforia quando se coloca alguns exemplares para fora. Olhos atentos garimpando, lendo sinopses, decidindo.

A cada verão, o ritual se renova. Nunca sabemos o que vamos encontrar cada vez. É a oportunidade de comprar bons livros a cada estação.

Então, fica essa dica para os leitores viajantes.
Se encontrar livros  em frente à uma casa prepare-se para mais uma aventura literária.
Até a próxima.

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