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Amazofuturismo | Lançado primeiro romance do subgênero scifi

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Acaba de ser lançado no Brasil o primeiro romance do gênero amazofuturista. Assim como o afrofuturismo apresenta sociedades tecnologicamente super avançadas no continente africano, tendo o filme do Pantera Negra como o maior representante do gênero, o amazofuturismo se propõe a explorar a possibilidade de sociedades indígenas da selva amazônica fazendo uso de tecnologia avançada.

O autor de ficção científica Rogério Pietro escreveu o romance Amazofuturismo com base na ideia de um povo indígena fictício, os Waras, vivendo em uma aldeia altamente evoluída. De acordo com o autor, o novo subgênero traz a possibilidade de dar aos índios, pela primeira vez, o protagonismo das histórias fantásticas. Antes dele, as expressões artísticas que retratavam civilizações avançadas perdidas na selva sempre vinham acompanhadas do olhar exótico do estrangeiro, que invariavelmente era o protagonista.

O livro Amazofuturismo conta a história de uma aldeia feita de ouro, e que tem no metal precioso a base da sua tecnologia limpa, com meios avançados de telecomunicação, transporte e saúde. A história atravessa as eras e mostra a chegada dos conquistadores europeus, vindos de um país imaginário chamado de Coroa. Os invasores usam tecnologia steampunk para conquistar as aldeias do novo continente, e eles descobrem que em algum lugar da selva distante existe uma cidade toda feita de ouro. Esse é o pano de fundo da trama que mostra o choque das tecnologias e culturas.

Para saber mais, acesse o link do ebook Amazofuturismo (a dica é que o livro está participando do programa Kindle Unlimited).

Escondida na selva amazônica, a sociedade indígena dos Wara desenvolveu uma tecnologia mais avançada do que qualquer outra. A grandiosa aldeia de Tabora Boti, com suas torres e ruas douradas, floresceu em comunhão com os elementos da natureza. Com meios de comunicação instantânea pela rede de água existente em todos os seres vivos e no solo, suas motos voadoras em forma de onça-pintada e talismãs capazes de alterar a fisiologia do corpo, os Wara se desenvolveram durante quinhentos anos no seio da selva amazônica.

Sua sociedade justa e democrática vive em paz, fazendo uso da tecnologia que foi trazida no passado por um descendente da lendária Atlântida. Mas o povo de Tabora Boti se vê ameaçado pela chegada de estrangeiros violentos e conquistadores. Com suas máquinas movidas a vapor, os invasores penetram o continente deixando um rastro de cinzas e fumaça pelas aldeias onde passam. Seus imensos veículos de ferro abrem caminho pela mata derrubando as árvores. Seus dirigíveis são um sinal de mau agouro para todas as aldeias sobrevoadas.

Homens a pé desbravam o novo continente em busca de riquezas, levando consigo suas bandeiras. E eles descobrem que, em algum lugar no coração da selva, existe uma cidade feita de ouro puro. A divisão especial dos bokosawis, os urubus-rei, são a única linha de defesa entre a aldeia dourada e os invasores.

Rogério Pietro é escritor de diversas obras de fantasia e ficção científica como Predador Alfa, Deus Salve a América e Gabriel Querubim e os Guardiões dos Sonhos, mas o projeto mais recente é o romance RUR – Robôs Universais de Rossum, baseado na peça teatral escrita pelo tcheco Karel Čapek.

RUR – Robôs Universais de Rossum ganhou um financiamento coletivo que atingiu 306% da meta estabelecida.

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