Uma dobra no tempo – Livro x Filme

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Olá, leitores!

Desde a segunda metade do segundo semestre de 2017 tenho passado por experiências de ler livros, estilos e autores que jamais esperaria que fosse ler e, mais ainda, que fosse gostar. Ficção científica se encaixa perfeitamente nesta categoria. Claro que algumas teorias ainda dão nós na minha cabeça, como em Aniquilação, rs mas outras foram experiências maravilhosas como Jogador nº 1 e Uma dobra no tempo. Coincidência ou não, todos eles foram adaptados para o cinema e eu assisti todos, sendo Uma dobra no tempo o último que assisti e vim dividir a minha “viagem” com vocês.

O livro/filme traz a história de Meg e Charles Wallace, dois irmãos, filhos de mãe cientista e pai físico. Eles vivem em uma cidade pequena, daquele tipo que todo mundo se conhece e sabe da vida de todos. Um minuto e todos já estão sabendo de sua vida. Há um tempo que o assunto principal dos moradores é o desaparecimento do famoso Dr. Murry (pai de Meg e Charles Wallace) e ficam especulando o que pode ter acontecido com ele. A mãe demonstra não ter perdido as esperanças de que o marido um dia irá voltar e é nessa esperança que Meg se apega para esperar pelo pai. Meg é uma menina arredia, desconfiada, que perdeu a alegria de viver desde o desaparecimento do pai. Charles Wallace, por sua vez, é um garoto especial, diferente, sensível, que sente as energias das pessoas e do universo. Ele conhece um dia as misteriosas Senhoras: Quequeé, Quem e Qual e elas se mostram como um caminho para encontrar o pai desaparecido. Mas como eles farão isso? Como buscarão e encontrarão o pai? Por uma linda e perigosa viagem pelas dobras do tempo.

Esse é um resumo geral que abrange tanto o livro quanto o filme. Agora, vamos às diferenças.

Alguns cortes e alterações que foram feitos no filme que pra mim não tiraram nada da essência da história. Um exemplo foi a exclusão da “tia esquisita” um dos seres que auxiliam os garotos durante a busca pelo Pai. O vidente e o “AQUELE” que no filme é chamado de “Aquilo” também são diferentes, mas nada de absurdo. A teoria mais voltada para o cunho religioso no livro está um pouco mais velada no filme.

Em relação ao restante dos componentes do filme preciso dizer que a Disney arrasou no cenário, em todas aquelas cores, e efeitos. Ficou tudo muito mais bonito que eu esperava, apesar que não se pode esperar pouco (ainda que só em termos de cores) quando o assunto é a Walt Disney Pictures.

Outro destaque é para a atuação de Deric McCable no papel de Charles Wallace. Me arrisco a dizer que o ator terá um futuro promissor em Hollywood se continuar atuando assim. Expressivo, intenso. Para um garotinho de aproximadamente 5 anos ele parecia já um mini homem e se encaixou perfeitamente no personagem.

Storm Reid como Meg também não ficou por menos. Sua atuação me lembrou o tempo todo exatamente da Meg do livro. Por várias vezes tive vontade de gritar com ela (tanto durante a leitura quanto durante o filme), mas no fim das contas deu tudo certo.

Calvin ficou tão fofo e encantador no livro como o interpretado por Levi Miller.

Oprah Winfrey, Reese Whiterspoon e Mindy Kaling ficaram deslumbrantes nos papéis de Senhoras, Quem, Quequé e Qual, respectivamente e foi muito melhor ver a Sra. Qual substituindo frases por citações no filme do que foi no livro. Reese estava engraçadíssima!

A trilha sonora foi muito bem encaixada e preparada para provocar emoções devidas no momento certo.

O único ponto negativo é que, assim como o livro, o filme não traz nenhuma profundidade à história e somos levados a “engolir” as teorias apenas com o mínimo de explicação que é dada ao leitor e ao telespectador, o que pra mim fez com que a história não ficasse 100% sensacional. Em ambos os casos ficou aquela sensação de quero mais.

Assistam ao trailer!

1 COMENTÁRIO

  1. Adorei a adaptação, bastante fiel do livro. Chris Pine também fazia parte de mulher maravilha elenco onde ele fez um ótimo desempenho. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Além, acho que a sua participação neste DC comics filme realmente ajudou ao desenvolvimento da história.

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