Resenha: Sob o Céu do Nunca – Veronica Rossi

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“Pode me culpar se essa acabar sendo a melhor noite da sua vida”.

Olá leitores do Sobre Livros! LEIAM NEVER SKY. LEIAM NEVER SKY! LEIAMNEVERSKYLEIAMNEVERSKYLEIAMNEVERSKY!!! Abro essa resenha implorando para que todos aceitem meu pedido desesperado para que embarquem no universo incrível de Never Sky! Mais adiante vocês entenderão o motivo do meu fervor, mas é sério: LEIAM NEVER SKY!

Ainda agora, depois de tantos dias que terminei a leitura, sinto meus braços se arrepiando ao relembrar essa história mágica, permeada de aventura, ação e romance, em um clima sombrio e apocalíptico que toda distopia deveria estar imersa.

A trilogia Never Sky é escrita pela brasileira Veronica Rossi, que durante sua infância viveu em diversos países do mundo até fixar residência no norte da Califórnia, onde atualmente vive com o marido e dois filhos. A trilogia completa já foi publicada no Brasil e já teve seus direitos de adaptação cinematográficos vendidos para os estúdios Warner Bros.

Sob o Céu do Nunca apresenta a história da personagem Ária, uma garota que vive em um futuro não determinado. Todos estão enclausurados em um grande complexo que fornece tudo que é necessário para sua sobrevivência. Mais que acesso restrito ao mundo exterior, os humanos tem verdadeiro pavor de sair de dentro de complexo.

E para não sentirem sufocados com tantas restrições, a humanidade desenvolveu um aparelho – o olho mágico – e um universo virtual onde todos estão conectados 24 horas por dia – os Reinos. Dentro dos Reinos, as pessoas podem ser o que quiserem, ter as experiências que quiserem. É uma realidade virtual que engloba todos os sentidos, mas com a vantagem de ser totalmente seguro.

A mãe de Ária, Lumina, é uma cientista muito importante, e no começo da narrativa ela está perdida. Lumina foi para outro complexo realizar um trabalho pontual, deixando Ária em segurança, mas faz dias que Lumina não entra em contato. Ária está preocupada com a mãe, e precisa encontrar uma forma de entrar em contato com ela e verificar se está tudo bem.

Com esse objetivo em mente, Ária coloca um plano em ação. Ela irá se aproximar de Soren, filho de um dos cônsules, para que ele a ajude. Mas para isso ela deverá se submeter a alguns caprichos do rapaz, o que poderá comprometer a sua própria segurança. Soren propõe levar dois de seus amigos, além de Ária e mais uma amiga a um setor desativado do complexo, o Ag 6, onde eles poderão agir livres das restrições impostas pela utilização do olho mágico de cada um.

Mas a brincadeira desemboca em um acidente grave, que terá consequências terríveis para os elos mais fracos. Toda a inteligência, auto controle, objetividade e persistência de Ária será posta a prova, e com uma ajuda bem relutante ela deverá descobrir seu novo caminho, além de tentar descobrir o que aconteceu com sua mãe.

“todos se sentem perdidos às vezes. É a maneira de agir de uma pessoa que a distingue das demais.”

Em outro ponto da narrativa, está Peregrine. Sua tribo é considerada selvagem para a comunidade de Ária. Os selvagens vivem no mundo exterior, convivendo com todos os perigos desse mundo que está em vias de ebulição. Peregrine é o irmão mais novo do líder da tribo, e seu sobrinho está doente. Perry luta para encontrar uma forma de salvar o sobrinho, mas na atual circunstância, em que a tribo luta todos os dias pela sobrevivência em um terreno golpeado por tempestades de Éter, Perry se vê tendo que seguir todas as ordens do irmão que ele julga ser incapaz de conduzir adequadamente as ações da tribo.

O mundo destruído, que sobrevive sob as ruínas se encontrará com o mundo superprotegido. Mas não se enganem: tudo está ruindo. Nossos personagens terão que superar tantas adversidades, que no final do livro percebemos o quanto eles evoluíram.

A narrativa é sublime, envolvente, cativante. Os personagens são dotados com qualidade e defeitos e nos parecem tão reais… A evolução é palpável e o universo construído é inebriante. Chego a tremer de ansiedade para ler a sequencia e conferir a adaptação nos cinemas.

A edição da Rocco está lindíssima. A capa apresenta o céu do nunca, esse céu coberto pelo Éter que pode ser sinônimo de destruição e força. Todo início de capítulo tem a folha decorada, e os capítulos são narrados em terceira pessoa, hora acompanhando os passos de Ária, hora Peregrine.

Indico o livro veementemente. É uma excelente indicação para jovens e adultos, que amam distopias, ficção científica e cenários apocalípticos… e com um dedinho de fantasia. Não começaram ainda? Boa leitura!

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Laila Ribeiro é mestra em Escrita Criativa pela PUCRS; pós-graduada em Gestão Empresarial, em Gestão Pública e MBA em Gestão de Recursos Humanos; graduada em História pela PUC Minas (2014) e em Administração Geral e Agroindustrial pela Universidade Presidente Antônio Carlos (2007). Atualmente, é membro da equipe do site literário Sobre Livros (www.sobrelivros.com.br), e mantém o canal literário https://www.youtube.com/c/ribeirolaila. Participou de antologias de contos (Insanas - Elas Matam!, Onisciente Contemporâneo, Translações Singulares e Não Culpe o Narrador) e, em 2016, foi monitora da Oficina de Criação Literária do professor e escritor Luiz Antonio de Assis Brasil.

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