Resenha: Pollyanna – Eleanor H. Porter

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Olá Leitores do Sobre Livros! É a primeira vez que apareço por aqui, então deixa eu me apresentar para vocês … me chamo Aline, sou mineira ávida por aventuras através das páginas de um bom livro, amo a blogosfera literária e compartilho minhas leituras através da internet há pouco mais de uns 4 anos … é difícil arrumar amiguinhos leitores na vida real oficial né… Enfim, a partir de hoje vou compartilhar com vocês minhas principais leituras e quem quiser conferir mais é só visitar meu blog pessoal: Na Minha Estante, vejo vocês lá!

Eis que trago minha melhor experiência literária do ano, não se deixem enganar por este ar de infanto juvenil que esta capa e título deixam transparecer. Este livro me ganhou de todas as formas possíveis, a escrita, a inocência infantil, a pureza da história e claro, os valiosos ensinamentos, me surpreendia a cada página com um sonoro “e num é que é mesmo?”

Quem nos presenteou com esta belíssima história foi Eleanor H. Porter em 1913, sim, estamos falando de um maravilhoso clássico.

Pollyanna é uma garotinha falante e sardenta que vivia com seu pai até ficar órfã aos 11 anos de idade. A única pessoa de sua família viva, é a tia Polly que morava distante da garota, mas que resolveu cuidar da criança por acreditar ser o seu dever e não por uma questão de afeto e/ou solidariedade.

Pollyanna chega a casa de sua tia já começando a transformar o lar amargurado que a tia vive, a garota simplesmente não parava de falar um só estante, daquela maneira sincera que uma criança sabe ser, sem medir suas palavras.

Tia Polly até tenta ser rígida e manter sua postura hostil mas sempre é desarmada por sua sobrinha Pollyanna que insiste em ver motivos para ficar contente em cada castigo que sua tia lhe dá.

A história do “ficar contente” é na verdade um jogo que seu pai inventou para que a menina em qualquer situação que estiver, conseguir encontrar um motivo para ficar contente, e claro, para Pollyanna quanto mais difícil, mais legal a brincadeira ficava.

Fato é que a mocinha falante, conseguiu convencer muita gente daquela cidadezinha a entrar no seu jogo, desde a senhora doente bipolar, ao cavalheiro com um mau humor permanente (confesso que ando jogando o jogo do contente um pouco também rsrsr).

A forma de Pollyanna enxergar a vida é incrível, sabe aquela história que a vida lhe da uns limões e você tira dai a limonada? Pollyanna é tipo isso, temos situações da vida real retratadas no livro que geralmente só conseguimos ver pelo lado ruim, e em tudo que nos acontece sempre tem algo bom, sempre tem uma experiência para ser aprendida.

O livro guarda algumas surpresas que me deixavam com o coração apertado, mas no próximo parágrafo Pollyanna já me arrancava um sorriso!

Leitura mais que recomendada, livro de cabeceira sem sombra de dúvidas …. e para concluir, só posso desejar a cada um de vocês uma Pollyanna para auxiliar nas tentavivas de enxergar o lado bom da vida … e lembrem-se, como já bem dizia Pollyanna … “Há sempre uma razão para se estar contente!”

PS: Pollyanna já foi adaptado para o cinema, e esta minha edição da foto é da editora Autêntica.

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