Resenha: Gone – Michael Grant

Primeiro volume da série Gone

0
1318

Olá leitores do Sobre Livros! Eu sabia que não devia ler esse livro. Sabia! A série tem seis livros de custo alto – sim, a Galera Record está “metendo a faca” com essa série, e todos os meus amigos que o leram ficaram viciados! Eu vi a Nanda do Viagem Literária devorando o segundo livro da série em dois dias durante nossa estadia em Ubatuba em comemoração do aniversário do Schulai. Foi surpreendente ver sua ânsia de entender tudo e seu choque enquanto a leitura avançava. Eu fui avisada. Eu vi os efeitos da leitura. E mesmo assim, assumo, estou completamente vidrada em Gone!

O autor é Michael Grant, criado numa família de militares, mudou-se com frequência e já adulto resolveu continuar mudando-se sempre. Atualmente ele mora na Carolina do Norte, com a esposa, dois filhos e muitos animais de estimação.

“Num minuto o professor estava falando sobre a Guerra Civil. No outro seguinte, desapareceu.”

Gone começa com um fato perturbador. Os alunos estavam acompanhando a aula quando o professor simplesmente sumiu. Não saiu da sala, nem pela janela… Ele desapareceu na frente de todos, como em um passe de mágica. Fez puff. Pufou.

A primeira reação foi incredulidade, mas todos tiveram a mesma impressão. O silencio logo é substituído pelas piadinhas, e em seguida pela desconfiança. Inicia-se um barulho por toda a escola, dando a entender que o fato misterioso não foi isolado.

Até que a porta da sala é aberta. Todos imaginam que seria um adulto chegando com explicações, mas era a Astrid Gênio. Uma garota de 14 anos muito inteligente e que estava estudando em outra sala. Com ela a situação foi ainda mais alarmante, seu grupo de estudos sumiu completamente.

Então Sam, Quinn e Astrid começam a tentar compreender o que está acontecendo, mas não é fácil. O fato é que todas as pessoas com mais de 15 anos desapareceram, e não foi somente na escola, mas por toda a cidade.

O que aconteceu? Como e porque os adultos sumiram? O que eles devem fazer? Para onde ir? Que medidas tomar?

“Quanto mais Sam, Astrid e Quinn se aproximavam, mais crianças eles encontravam indo em direção à praça.”

Essas e outras inúmeras questões começam a bombardear as crianças, e sem ninguém para orientá-los tudo se transforma em um caos. Incêndios, acidentes, bebês sem auxílio… Imaginem uma cidade inteira habitada apenas por crianças de 0 a 14 anos.

A narrativa é tão magistral, que temos vontade de começar o livro e terminar em um fôlego só. Os acontecimentos são chocantes, o enredo foi brilhantemente construído para nos deixar ávidos por mais e mais…

Os personagens são magnéticos: impossível não desenvolver uma empatia mínima com cada um deles. Tem de todos os tipos de personagens, todos muito críveis. Até os antagonistas, a forma como o autor os construiu nos faz compreender suas atitudes e decisões.

Mas é bom salientar, não espere um desenrolar simples e instigante. O livro é muito intenso, cada cena nos oferece emoções muito fortes e não quer dizer que são boas. É preciso ter jogo de cintura para não se deixar abarcar pelos sentimentos desesperadores.

A edição está muito bem feita, a capa está linda e transmite a sensação de mistério que abarca toda a narrativa. As páginas amareladas e a diagramação são um toque de conforto. Suas 515 páginas foram bem revisadas.

Indico a leitura para os fãs de fantasia, aventura, ação. O livro tem algumas pitadas de romance, que nos ajudam a sublimar tantos momentos de desespero. O próximo volume é o Fome, e já estou pronta para imergir nessa aventura alucinante. Boa leitura!

COMENTAR