Resenha: A Mão Esquerda de Deus – Paul Hoffman

terça-feira, julho 27, 2010 21:30
Postado na Categoria Resenhas

A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman

Olá, grandes amigos assíduos, leitores presentes e visitantes fieis do Sobre Livros, hoje trago a vocês a exploração de uma grande obra, A Mão Esquerda de Deus.

Quem acompanha o site diariamente percebeu que estávamos fazendo contagem regressiva para este lançamento e percebeu também que já tínhamos uma resenha dois dias depois de seu lançamento (A grande Laila nos deu sua visão do livro ^^). Então, sejam bem vindos ao meu ponto de vista a respeito do mundo criado por Paul Hoffman.

Para os fãs do Google, quando pesquisamos sobre este livro nesta ferramenta de busca pouco usada mundialmente (hehehehe), encontramos falando sobre Dexter (a obra que deu origem ao seriado, mas a jornada que Paul Hoffman nos mostra, é outra, amigos.

Seu nome é Cale, Tomas Cale, na verdade nosso protagonista é chamado assim, pois já esqueceu seu verdadeiro nome. Ninguém sabe ao certo quanto anos ele tem, 14….15….não se sabe, mas no decorrer do livro saberemos que ele é o arauto do mal, o Anjo da Morte.

A história se passa em um santuário (uma espécie de mosteiro tenebroso) onde os líderes são chamados de lordes redentores e os “acólitos” são crianças treinadas para matar, nada mais que matar. Todo bom (nem tanto) santuário (mosteiro, ok ?) tem seus mártires (espécie de santos) e um Profeta, aquele que deu o sangue para livrar os homens dos pecados (em A Mão Esquerda de Deus a quantidade de santo é maior do que os dias do ano e o profeta é chamado de Redentor Enforcado e qualquer semelhança ao cristianismo não é mera coincidência. Em uma passagem do livro ele cita que Jesus Cristo foi um profeta engolido por uma baleia).

A rotina dos lordes redentores é treinar as crianças para combater os antagonistas (qualquer humano que não siga as doutrinas dos lordes redentores é tratado como herege) e dominar o máximo de cidades possíveis.

Essas crianças sofrem mais que massa de pizza para fazerem os gostos dos lordes, comem algo impossível de descrever (mais parecido com vomito de gato) onde comer rato é coisa de rico. Dentre essas crianças ,três delas irão presenciar um fato mais sombrio que o normal e irão se voltar contra o santuário dos redentores.

Cale, Kleist, Henri embromador e Riba (Riba é uma mulher, e as mulheres são tratadas, pelos lordes, como uma armadilha de satanás. Como ela aparece na história? Essa surpresa não vou revelar, mas que será o ponto de partida para o clímax que dura até as ultimas páginas do livro) se juntam numa briga contra os lordes, fazem alianças com outros povos, conhecem um mundo totalmente desconhecido (até então) e situações que não eram nem sondadas, conhecem pessoas incríveis, segredos big interessantes são pseudo-revelados e são colocados à prova de forma impressionante.

O livro passa uma violência gratuita, mas nada exagerada. Senti falta de carisma nos personagens principais. Senti muito o fato de ser uma trilogia (entendo que em toda trilogia o primeiro volume é uma apresentação nada aprofundada, mas poxa, tinha que ser tão superficial assim?), mas mesmo assim estou uivando para a lua cheia no aguardo da continuação.

Não é muito difícil notar um envelhecimento precoce do personagem principal (Cale parece ter mais de 40 anos) porque em certos momentos ele demonstra ser uma criança. Mas mesmo assim, os momentos precoce dele nos faz, no sentido figural, perder o fôlego.

Assim como acredito que um filme não tem como ser filmado sem influencias de outros filmes, um livro não é escrito sem influencia de outro livro. Simples assim!

Mas logo de cara o leitor de A Mão Esquerda de Deus sente toques de outras obras (grandiosas obras, por sinal). Como não se lembrar de O Nome da Rosa (Umberto Eco) quando Paul Hoffman inicia o seu livro com “O santuário dos redentores é um lugar devastador. Um lugar onde a esperança e a alegria não são bem vindas….trata-se de um lugar fedorento e asqueroso…”?? Como não lembrar de O Nome do Vento (Patrick Rothfuss) nas passagens de Cale, e seus não tão amigos, na cidade, todos os sofrimentos que passam e os “amores” por vezes não correspondidos?? E por fim, como não lembrar de Harry Potter (J. K. Howling) e as esperanças depositadas em uma criança?

Mas uma coisa temos que ter em mente, meus amigos, podemos sim encontrar as influencias em uma obra, mas comparar e julgar o livro por este motivo deve ser algo a ser excluído de nossa lista de criticas.

Por fim, apreciem o livro sem moderação e fiquemos no aguardo da continuação.

Informações sobre a série “As Três Visões” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-as-tres-visoes-paul-hoffman/

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16 Respostas para “Resenha: A Mão Esquerda de Deus – Paul Hoffman”

  1. Thiago Cardoso disse:

    julho 27th, 2010 às 21:57

    Eu tenho esse livro à muito tempo, mas sempre leio outro na frente dele. Mas depois dessa resenha vou lê-lo quando eu acabar “Querido John”.

    [Responder]

  2. Leloz disse:

    julho 27th, 2010 às 22:57

    É… vou decretar a falência.
    Ótima resenha lilix!!!

    [Responder]

  3. Stephania Tonhá disse:

    julho 28th, 2010 às 2:31

    Adorei a resenha, esse livro está na minha lista…Mas, vou esperar as continuações, gosto de ler tudo seguido, sem pausa…
    Excelente resenha, amigo Lievin!=]

    [Responder]

  4. Dani Rodrigues disse:

    julho 28th, 2010 às 8:02

    Sempre fico tentada a comprar este livro, mas acabo comprando outros. Vou dar uma atenção especial a ele da prox vez! =D
    Valeu pela dica!
    Dani (www.notamosque.blogspot.com)

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  5. Homero Junior disse:

    julho 28th, 2010 às 8:29

    resenha intrigante… para um livro intrigante. 
    Muito bom!

    e sobre o livro… eu tenho ele.. só ñ li ainda rsrsrs…
    deve ser ótimo.. essa de o personagem ter 15 anos e no livro parecer q tem 40, parece um erro do autor… a ñ ser q se tenha uma boa explicação para isso.. como em Artemis Fowl… q é deixado bem claro q ele é um garoto super dotado.
    enfim… ansioso pra ler esse livro.

    [Responder]

  6. Kellen disse:

    julho 28th, 2010 às 9:32

    Adorei o livro pela resenha! Mais um para a lista.

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  7. Alexandre disse:

    julho 28th, 2010 às 11:46

    Nossa adorei essa resenha.Me deixou muito entusiasmado para ler,ainda mais que pode vir a lembrar O Nome do Vento,que é meu livro favorito.

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  8. Karasu (Jean) disse:

    julho 28th, 2010 às 12:11

    Você acabou de me apunhalar a facadas com está resenha Liêvin xD.
    Estou querendo este livro desde que foi lançado, daí a Laila já escreveu uma super resenha que me deixou maluco pela obra. O tempo passou, e quando eu quase me esquecia da existencia dela, lá vem você e me joga essa resenha fantástica… Enfim, quando eu for a falência vou pegar seu dinheiro emprestado, fique ciente disso xD.
    Sobre o livro, não sabia que nele haviam tantas influencias assim, mas se tem o dedo de O Nome da Rosa com toda certeza deve ser bom. Sério, to morrendo de inveja por você ter conseguido esse livro e eu não… (uma inveja positiva, mas inveja xD) Shauhsuahsuahsuahsuahs…
    Enfim, parabéns pela resenha escrita de maneira bem humorada e divertida como você sempre faz. E me aguarde, pois assim que eu conseguir esse livro também vou resenhar =D.
    Até mais…

    [Responder]

  9. Dri# disse:

    julho 28th, 2010 às 12:52

    Quero muito ler esse livro… e eh verdade sempre um livro muita vezes nos faz lembrar outros e assim por diante…

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  10. Luana disse:

    julho 28th, 2010 às 15:16

    Ótima resenha, Liêvin!!! Mto divertida!!! O livro parece ter um tom meio sombrio interessante….. Prestarei mais atenção a ele.

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  11. Williame Caverna disse:

    julho 28th, 2010 às 17:25

    Poxa… Resenha irada mesmo! Onde é que eu posso comprar esse livro mesmo?!

    [Responder]

  12. Iça disse:

    julho 28th, 2010 às 20:51

    Uivando para a lua cheia…………
    Aham, senta lá, Lievin!
    ausahsuahsuahsaushs
    EU JÁ LI!
    E curti o livro.. não estou “uivando” pelo segundo, mas mesmo assim quero saber como termina.
    E nem vou comentar a sua resenha… HAUHAUSHAUSHAUS
    bJOO

    [Responder]

  13. Mayara disse:

    julho 28th, 2010 às 21:16

    Bom…
    Acho que vou ter que pedir um aumento, pq assim eu vou à falência!! 

    Ótima resenha Liêvin, poxa, o livro parece MUUUUITO legal, vai pra lista (já longa) de “to buy”

    [Responder]

  14. Beijim disse:

    julho 28th, 2010 às 21:49

    Opa, adorei a resenha, muito boa. Gostaria somente de frizar que ao ler o livro eu fiquei meio puto, pois ao terminar eu já queria pegar a continuação, pois foi como o Liêvin falou, muito superficial mesmo, e no momento do climax ele tem um fim inesperado. Certo que isso deixa o leitor com vontade e aquele gostinho de quero mais, e talvez este seja a grande artimanha das editoras em vender livros em formato de Trilogias. Eu acredito que essa é uma tecnica de marketing, que deixa o leitor puto e o faz ir direto nas livrarias para comprar o proximo exemplar. EU particularmente acredito que este livro não era uma trilogia e sim um livro ótimo e incorpado, o qual, a editora fatiu para render muito mais dinheiro. MAS ELE É IRADO!! Aconselho a quem não leu e gosta de livros de aventuras a ler imediatamente, mas aconselho também a comprar a trilogia toda de uma vez.

    Parabéns Liêvin pela boa resenha!

    att,

    Beijim

    [Responder]

  15. CaioMeloW disse:

    julho 29th, 2010 às 8:37

    Esse livro parece muuuito bom. Quero muito comprar, sério. Adoro esse clima meio sombrio que a capa passa. Não sei porque mas o livro me lembrou muuuito o jogo Assassin’s Creed (se você ver o trailer e a capa do livro, vai achar que Altair -o personagem do jogo- está no livro.)
    Adorei a resenha, Lievin!

    [Responder]

  16. Pedro disse:

    julho 30th, 2010 às 1:27

    Poxa, quando vi que esse livro ía ser lançado, procurei saber mais, e gostei de tudo que li… Também adorei essa capa (cof cof tirando essa tipografia horrível cof cof). A resenha da Laila me deixou com vontade de ler, e a sua despertou essa vontade, que estava adormecida. Acho bom você abrir logo um banco, Liêven, porque todo mundo tá falido e você fica deixando a gente com vontade de ler, HSAUHSUAHUSAHUS. Ótima resenha.

    [Responder]

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