quarta-feira , 19 junho 2013
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Quero ser Escritor! #35 – A Carta

Quero ser Escritor

A Carta

Ela correu seus olhos pela sala, mas não encontrou nada. Estava tudo igual, os móveis, as fotos tudo como antes, porém nada era como antes tudo tinha mudado e ela já não tinha mais ele. Sentiu a lágrima escorrerem enquanto se lembrava dos bons momentos, dos sorrisos e das músicas divididos. Tudo era diferente com ele. Tudo era real. Agora a sua vida não passava de folhas em branco de cadernos velhos, tudo era vazio.

Ouviu a música ao longe, ouviu os risos e as pessoas felizes, ela não tinha mais essa felicidade, ela não queria mais essa felicidade. Como ela poderia ser feliz sem ele? Ela trairia a sua memória sorrindo? Não, nunca mais sorriria, nunca mais ia ser feliz. As lágrimas vieram mais fortes, mais rápidas. Como assim não sorriria? Como assim não seria mais feliz?

Pegou o livro velho, virou e virou entre as mãos até finalmente abri-lo e encontrar o que mais lhe doía. A foto. A carta. O seu único amor. Olhou atentamente o sorriso dele, os dentes brancos e alinhados, os lábios macios e ternos, as covinhas que se formavam, os olhos doces, e profundos como o oceano, sentiu falta de tocar os cabelos pretos e cheios que lhe davam a moldura. Não conseguia desviar os olhos da foto, do seu amor. Pegou a carta, a última a que nunca foi aberta, pois no dia em que lhe foi entregue foi o dia do acidente, o que destruiu sua vida. Quando ele morreu. Ela não conseguiu abrir a carta naquele dia, a dor era demais. Será que agora conseguiria? Tirou o lacre devagar e desdobrou o papel encarando as únicas quatro linhas do papel.

“Por favor, seja feliz, você é tudo na minha vida e a única coisa que quero é que seja a pessoa mais feliz do mundo, com ou sem mim. Não se esconda, não se tranque, volte a viver. Seja você mesma e não se esqueça: EU TE AMO, porque nunca esquecerei que você me ama.“

As lágrimas molharam o papel e o desespero lhe tomou, foi programado ele queria morrer, mas por quê? Uma pergunta que nuca iria ser respondida, mas o que importava é que ele a amava e a queria bem, mas como ela ficaria bem sem ele? Como ele pode fazer isso? Ela sentiu seu peito inchar de raiva, sua pele queimar e as lágrimas acabarem.

Jogou a carta no chão olhando pela janela, tentando clarear os pensamentos, abaixou o olhar novamente e o sorriso dele lhe invadiu a mente. O sorriso veio fácil, o amor também não tinha como odiá-lo, não tinha como culpá-lo por querer ser livre e a única coisa que podia fazer era realizar seu desejo, tentar ser feliz e nunca se esquecer de amá-lo, nunca se esquecer que ele lhe amava.

Quero ser Escritor!

Oi sou Ana Botelho e tenho dezesseis anos, estou no terceiro ano do ensino médio e adoro ler o que minha professora de Literatura chama de “Aquelas Bobageiras”. Gosto de livros de fantasia em que o mundo descrito é completamente diferente do meu, gosto de música e sempre me transporto para outro lugar quando as escuto, gosto de séries e filmes porque sempre fantasio como eu me sairia no lugar de meus personagens favoritos e adoro escrever, (posto meus textos no Nyah e tenho um blog) mesmo achando que não tenho talento pra isso. Resumindo ainda sou aquela pessoa que vê o mundo com os olhos de criança e sempre serei aquela esperando pela carta de Hogwart.

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Um comentário

  1. Oi, tudo bom? Gostei do seu texto!!! Foi um pouco triste, devo-lhe confessar, entretanto deixou-me suspirando de amores e saudades (hum, ignora essa última parte hein?^^).
    Há algumas pequenas partes com alguns errinhos bobos, mas isso se conserta num piscar de olhos. Pena que o texto foi um testículo!! :(
    Adoraria ler mais textos seus! Que tal postar mais hein?;-)
    Manda o seu perfil no Nyah! Eu também frequento esse site.
    Bjs

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