
Dia nublado
Sinto-me como uma sombra
Esgueiro-me por entre pessoas e corredores
Cumprimento a todos, mas no fundo não conheço ninguém
Por mais que me cerque de pessoas me sinto só
Não vejo diferença entre vida e morte
Ao que me parece todos já estão mortos
Todos me parecem vazios
Funcionando como um reflexo do meu próprio ser
Devemos brindar as nossas alegrias tristes
A nossa solidão constante
O espaço que se apodera de nossas vidas
Fria e inexorável chamada saudade
Os dias arrastam-se incansáveis
Hoje não temos mais tempo
Quando damos por conta, o relógio correu e o dia se foi
Levando embora outras 24 horas representadas e não vividas
Sentimos-nos sempre cansados
As emoções já não são tão profundas
Felicidades e amores apenas resvalam no corpo
Como gotas de chuva no teto do carro
Os sonhos ficam tão distantes
Parecem bobos e infundados
O rumo de nossas vidas retira as idealizações do caminho
Como a água que escorre por nossos dedos
Quero descansar mais um pouco
Hoje estou desanimado
Amanhã o sol voltará a brilhar
E eu deixarei de ser sombra
Liberte-me da dúvida
Proteja-me do medo
Faça-me sorrir novamente
Sendo a luz que o meu mundo não tem
HELLO…me chamo José Henrique, tenho 27 anos e moro no Abc Paulista, estudante de Direito, músico e preguiçoso por excelência e estilo de vida, algo próximo de um hobbit. Escrevo desde sempre, até onde a memória me permite alcançar, no entanto, escrevo menos do que gostaria e menos ainda do que a minha preguiça permite. Tenho toneladas de textos e projetos de livros dentro de pastas e arquivos que me aguardam, como que para terminar uma conversa há muito iniciada. Como sempre digo, logo menos termino. Gosto de ler tudo, leio muito sempre, e tenho umas idéias em lugares bem inusitados, como por exemplo entre as infinitas baldeações do Metrô, e mais uma vez ficam acumuladas na minha mente, até que eu perca a idéia original ou anote na mão ou em papéis a esmo, geralmente perco. Gosto de fantasia medieval, aventura, policiais, noir e terror, contudo, aprecio vampiros como sendo seres amaldiçoados, impedidos de ser tocados pelo sol e impelidos por paixões fulminantes e quase sempre impossíveis a exemplo do Drácula de Bram Stoker, não me interesso por vampiros que podem ir passar dias na praia. Enfim, até uma próxima espero que esse calor vá embora e que se confirme logo o lema dos Stark, preciso de frio…GOODBYE.
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Olá João ,
Achei incrivelmente tocante.
Sinto – me assim como num “Dia Nublado”..
Saudações !
Muito bom seu poema. Gostei muito. Você tem talento João Henrique. Parabéns!