
Marionete Inocente
Ele nunca julgou aquela inocente menina capaz de fazer qualquer coisa que o prejudicasse. Aquela menina era a “sua” menina, a menina que ele usava e manipulava habilmente para seus próprios interesses.
Aquela menina que era, na verdade, uma mulher, que tinha seus dotes, dotes que ela não conhecia. Tudo o que ela conhecia era o inocente mundo que conhecera quando criança há dez anos, antes de sofrer um acidente e cair num coma profundo, do qual despertara havia somente seis meses.
Ela era uma criança, enquanto ele era praticamente um idoso. Um homem astucioso, de olhos treinados pra ver pessoas com potencial para aquilo que fazia. E, ao entrar no hospital e dar de cara com aquele rosto tão angelical, se viu diante da arma quase perfeita… E que só não o era totalmente porque não abria seus olhos, porque não se movia, porque não falava. Ele esperou tão pacientemente pelo momento em que ela abriria os olhos…
E ela realmente os abriu. O homem rapidamente percebeu que suas impressões sobre aquela menina não foram falhas. Passou-se pelo cara gentil, tornou-se seu amigo e antes que ela sequer piscasse, evoluiu para o nível seguinte. Tinha ela em suas mãos, uma marionete, pronta pra dar seu show.
Ele ensinou-lhe os prazeres do mundo. Apresentou-a à maldade, à malícia, mas ela não absorvia aquilo. Era lenta e nada compreendia. Mas aquilo por acaso interessava? O homem logo percebeu o talento que ela tinha para seduzir homens, levar-lhes a assinar documentos falsos, furtar-lhes até a última refinada gota de dinheiro. Ela o fazia sempre que ele pedia, mas sem nunca ter consciência de seus atos.
Ele nunca julgou aquela menina capaz de fazer qualquer coisa que o prejudicasse.
Ela era uma boneca inofensiva… Sem os dedos que a controla, a marionete é morta, sem vida…
Tão inocente…
E a doce menina, inocente, linda, angelical, pareceu finalmente acordar de seu transe. Percebera que estava condenada à uma vida de fugas e perseguições por coisas que ela não tinha consciência do que fizera. Tudo por causa dele.
O homem viu sua menina desaparecer perante a cena. Sua menina usava jeans, e não os lindos vestidos florais de sempre. Os cabelos estavam desgrenhados, nus, presos num pobre rabo de cavalo, longe dos fios sedosos e sempre enfeitados que ele fitara. A expressão era vaga, oca, vazia, a alegria se fora e junto com ela a inocência.
O homem viu seu boneco mover-se sozinho e virar-se contra ele… Mas o que poderia fazer? Ela ainda parecia-lhe frágil, e ele percebeu que realmente à amava. Tentou argumentar… Tarde demais. Os dedos puxaram o gatilho e o homem viu a morte estender-lhe a mão, chamada pela pessoa que ele achou ser incapaz de fazer tal ato.
Seu boneco se fora…
Criara vida, perdera o brilho…
Ao fitar o homem caído ao chão, a menina desfaleceu em soluços. Caiu de joelhos… Novamente em seu coma, do qual nunca mais despertou.
Meu nome é Júlia Calasans, tenho 13 anos e moro no interior de Minas Gerais, numa cidade chamada Itaúna. A primeira vez que escrevi alguma coisa foi aos sete anos, quando rabisquei uns versinhos insignificantes num papel e saí dizendo para todo mundo que tinha escrito um poema. Mas acabei pegando gosto pela coisa, e desde lá não parei mais de escrever. Algumas pessoas dizem que eu tenho talento, mas eu não sei dizer bem. Só sei que meu sonho é ser uma escritora de mérito internacional, como Stephenie Meyer, ou J.K. Rowling. É uma coisa muito difícil, quase impossível, mas como é isso que gosto de fazer,é nisso que vou me arriscar. Adoro ler, sou uma verdadeira rata de blibioteca (e roqueira), mas nada supera minha paixão pela escrita e pelas sensações que ela me proporciona.
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Nossa, que demais!!
De verdade, muito bom! E você tem 13 anos, caramba!
Ficou supeeeer bacana e a história em si ficou muito legal, com muito suspense.
E você pontuou tudo certinho, que lindo!!! Por que tem gente que nao faz isso, esquece até a virgula do vocativo, mas o seu da ate gosto de ler!
Isso aí, escritoras-mirins tomando o mundo.
Eu tenho 15 anos, e tambem escrevo, mas nao teria coragem de mostrar (é, sou escritora de gaveta mesmo).
E, respondendo a sua pergunta, você escreve MUIIIIIITO bem!
Foda (y), muito bom mesmo *–* Voce tem 13 anos e porra, já domina muio bem a escrita, Muito bom @@, queria mardar bem assim aos 13 anos KKKKKKKKK Tomara que consiga o que quer õ/ por que talento para isso voce tem õ/
Excelente conto, gostei muito, garota! Você realmente tem talento, uso perfeito da gramática, ótima criatividade. Meus parabéns!