O sol também é uma estrela – A adaptação

0
198

Título original: The sun is also a star

Direção: Ry Russo-Young

Elenco: Yara Shahidi, /charles Melton, John Leguizamo, Gbenga Akinnagbe, Keong Sim, Hill Harper.

Produtora: Leslie Morgenstein

Distribuição: Warner Bros.

Nota: 2

Sinopse: Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 12 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel (Charles Melton) e se apaixona subitamente, o que coloca todas as suas convicções em questão.

Depois de ter curtido bastante a adaptação Tudo e todas as coisas para o cinema minha expectativa para a pré-estreia de O sol também é uma estrela estava praticamente nas nuvens, sobretudo por ter sido uma história que curti muito ler.

No livro, Natasha é uma garota astuta, esperta, escorregadia, com tiradas legais. Daniel é um meninão, mas é muito emocional e sonhador de um jeito que conquista o leitor. Há na história uma inversão de papéis já que Natasha é que é o racional e Daniel o emocional do que não podemos chamar propriamente dito um relacionamento.

A minha primeira decepção com o filme foi, portanto, em relação aos personagens (e quem os interpreta, propriamente dito).

Yara Shahidi, apesar de ser fisicamente muito bem escolhida, eis que muito parecida com o que imaginei para Natasha, não chegou nem perto de ser a Natasha que vi no livro.

No início do filme tive uma impressão muito estranha de que os atores estavam muito pouco entrosados, sem química, não me conquistando nos primeiros minutos. Natasha fala pouco, não tem a maioria das tiradas legais e inteligentes do livro e há muita brecha nos diálogos entre os personagens, o que incomodou muito.

Ao longo do filme essa impressão e entrosamento vai passando em relação ao Charles Melton, mas não em relação à Yara, uma pena. Não digo que a atuação do ator tenha sido magistral, mas deixou menos a desejar.

Em relação à história em si, como eu disse, há muitas brechas nos diálogos e algumas cenas aleatórias bem desnecessárias. Alterar o tempo em que se passa a história do livro de um dia para praticamente dois para que o filme durasse mais prejudicou mais do que ajudou, pois no fim das contas eles fizeram as mesmas coisas praticamente na mesma ordem e no mesmo tempo, contudo, permeados pelas cenas inúteis.

A fotografia, no entanto, foi um ponto salvador do filme, com cenas muito bem construídas da cidade. É um alívio para os olhos.

A trilha sonora é condizente com o filme e algumas me envolveram com a batida forte, fiquei interessada em ouvi-las depois do filme.

Para quem não leu o livro o filme vai parecer mais uma comédia romântica adolescente sobre acreditar em destino, como tantos outros que vemos por ai. Neste sentido, vale assistir. Como adaptação literária é uma ótima obra à parte, não se complementam.

Assistam ao trailer!

COMENTAR