O destino de uma nação | Crítica

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Ficha técnica:

Título original: Darkest Hour

Distribuidora: Universal Pictures

Direção: Joe Wright

Roteiro: Anthony McCarten

Elenco:Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Bem Medelsohn, Lily James, Ronald Pickup, Stephen Dillane, Samuel West.

Classificação indicativa: 12 anos

Estreia: 11 de janeiro de 2018

Nota: 5/5

Sinopse: Churchill é um brilhante e bem-humorado estadista, membro de destaque do
Parlamento, mas, aos 65 anos de idade, é pouco provável que seja candidato a
Primeiro Ministro. Entretanto, a situação na Europa é desesperadora. Nações aliadas
continuam sendo derrotadas pelas tropas nazistas, e todo o exército britânico está
isolado na França. Churchill, então, é nomeado ao cargo com urgência em 10 de maio
de 1940. As tropas de Hitler estão prestes a invadir o Reino Unido e 300.000 soldados
britânicos estão encurralados em Dunkirk, Churchill descobre que seu próprio partido
planeja contra ele, e o Rei George VI (interpretado por Ben Mendelsohn, ganhador do
prêmio Emmy®) não acredita que seu novo primeiro ministro seja capaz de lidar com a
situação. Ele se vê diante da mais terrível decisão: negociar um tratado de paz com a
Alemanha nazista e salvar o povo britânico a um custo altíssimo ou continuar lutando
com pouquíssima chance de vitória. Com apoio de sua esposa de 31 anos, Clemmie (interpretada por Kristin Scott Thomas, indicada para o Oscar®), Churchill busca inspiração no povo britânico e decide lutar pelos ideais da nação: liberdade e independência. Ele terá que pôr à prova o poder das suas palavras com um teste supremo, com ajuda da sua incansável secretária (interpretada por Lily James), e escrever e pronunciar discursos que vão unir a nação. Churchill enfrenta seu próprio momento de provação e tenta alterar para sempre o curso da história mundial.

Winston Churchill é um nome que se houve falar nas aulas de histórias, nos livros sobre a época da segunda guerra mundial. Um filme sobre uma figura como Churchill no mínimo desperta a curiosidade.

No longa o Primeiro-ministro do Reino Unido é apresentado como um beberrão, fraco, até um pouco louco e com uma história de fracasso em seus comandos anteriores. A intenção do filme é clara em mostrar como alguém desacreditado vai do silêncio entre os demais políticos e as conspirações para tirá-lo do poder à uma reunião cuja ideia é tão bem aceita que o primeiro-ministro, antes odiado, é aplaudido de pé até mesmo pela oposição.

A atuação de Gary Oldman é espetacular. Atrai não só pela atuação, como os trejeitos, as caras e bocas e atitudes. Ele se entregou de tal forma ao personagem que não tem como não despertar empatia até mesmo nos momentos em que age de forma tão absurda que só se consegue pensar que a nação está perdida com alguém como ele no comando. Se não fosse a “loucura” de determinar a “Operação Dínamo” para resgatar Dunkirk é que tudo estaria realmente perdido. Atuação de Gary Oldman foi, sim digna do Globo de Ouro conquistado no domingo (07/01) e é digna também do Oscar!

Estamos acostumados a ver filmes sobre figuras políticas, celebridades e afins em que a pessoa é, de certa forma, romantizada, o que nos faz questionar se estamos vendo algo real ou totalmente criado para entretenimento. Fato é que, ainda que a romantização seja a intenção em O destino de uma nação, é feita de uma forma que não incomoda, pelo contrário, o conjunto da obra ficou bem agradável.

Assim, o filme não só tocou e emocionou como despertou o interesse por um personagem histórico menos, digamos, comentado. Toda a tensão em relação a fazer ou não uma proposta de paz, em resgatar ou não soldados cercados, agir de forma a evitar que o país seja atacado faz com que o telespectador fique em constante expectativa, até o último minuto de filme.

Assistam ao trailer!

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