Meu livro. Eu que escrevi. | Coletiva de imprensa com Raony Phillips

Confira tudo que o criador da série Girls in The House contou!

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EU VOU EXPÔ ELA NA INTERNET.

Ou nesse caso, ele, o próprio Raony Phillips. Tem 24 anos e é roteirista, produtor, dublador e sonorizador da série Girls in The House.

Para quem não conhece, e tá afim de dar boas risadas, é na Rao TV onde a série Girls in The House, que foi criada totalmente no The Sims, é disponibilizada.

A história gira em torno de Duny, Alex e Honey, que trabalham na pensão da Tia Ruiva, um lugar onde pode acontecer de tudo (até coisas ligadas ao mundo pop).

Mas saindo um pouco do Youtube, e entendendo porque o assunto tá em pauta por aqui: a Duny está lançando a sua autobiografia (AMEI? um lacre desses, bixo). O livro vai se chamar “Meu livro. Eu que escrevi.

Duny (lê-se Dani) é uma celebridade de alcance mundial, alçada ao estrelato por seu imenso talento, inteligência, classe e beleza incomparáveis. Ou, pelo menos, era isso o que ela esperava da vida — que, no caso de Duny, se resume basicamente a um loop infinito de lacres, barracos e baixarias cometidos em busca da fama. Meu livro. Eu que escrevi é o maior deles.

Conhecida dos fãs principalmente por trabalhar e morar na Pensão da Tia Ruiva e ser uma das estrelas da websérie Girls in the House, Duny hoje comanda também o reality show investigativo Disk Duny e é comentarista on-line de premiações como o Oscar e o Grammy para uma grande rede de TV, mas ela já passou por muita coisa nessa vida: da humilhação pública de fazer agachamentos em trajes sumários num programa de auditório a fingir que suporta crianças só para ser babá da filha de uma artista famosíssima e ficar um tantinho mais perto dos maiores nomes da música pop.

Se valeu a pena? Para Duny, ainda vamos saber. Mas, para quem lê essa autobiografia recheada do início ao fim com o melhor da ironia (ou grosseria) moderna e total ausência de preciosismo vernacular, vale cada página.

Pra gente saber um pouquinho mais, tanto do lançamento, quanto do Raony, a editora Intrínseca nos proporcionou um bate-papo super bacana.

Raony Phillips nos contou que começou desde cedo a criar histórias e já passou até pelos quadrinhos, mas geralmente com um tom cômico. Em 2006 ele escreveu a primeira história chamada Girl Power, com 5 protagonistas, mas que tinham um enredo mais clichê já que sua fonte de inspiração era Malhação (gente como a gente, viram?) e foi daí que começou a surgir a ideia de Girls in The House. O negócio todo foi no The Sims porque o custo para produção era mais baixo (mesmo o jogo sendo caro).
Precisou só ele ter um computador melhor, que logo instalou o jogo e fez dois pilotos, mas que acabaram não indo no ar, porque ele sentia mais confiança quando o assunto eram os quadrinhos de Girl Power. Aí sim, ele resolveu fazer a animação e postar no youtube, e percebeu um sucesso quase que imediato.
Então, em 2017, surge a oportunidade publicar um livro através da editora Intrínseca. Ele, que sempre gostou de escrever, prefere começar sem saber exatamente qual vai ser o final, e, a princípio, a ideia é de que o livro fosse bem mais visual, já que a Duny é um meme ambulante, mas o que rolou foi que: a Duny escreveu sua biografia.
Para quem acompanha, vai ser legal perceber que existem acontecimentos de antes e após a série começar, o que proporciona uma ligação série-livro muito clara.

Para quem ficou curioso, a Duny disponibilizou um trechinho pra nos antecipar:

Além de coisas que já aconteceram, aparecem coisas que ainda irão acontecer na série. Então, vamos ver o livro ser mencionado SIM no youtube! Talvez não fazendo sucesso como já sabemos que vai fazer aqui na “realidade”, mas talvez com um tom cômico e a Duny jogando ele na cara de alguém meixmo.

Agora dando uma opinião minha (eu que escrevi), se faz cada vez mais é importante apoiar e estimular produtores de conteúdo brasileiros, que estão entrando para o mundo literário continuem escrevendo, porque se vê muitas pessoas bacanas iniciando nesse caminho e que acabam “flopando” porque não temos o hábito de consumir livros nacionais. Quando alguém com reconhecimento representa, saindo da internet, como tantos outros já fizeram, além de se tornar um ponto de referência para quem não era adepto da leitura começar, também carrega um papel importante de propagar a literatura nacional que tem tão pouco crédito.
Então comprem, leiam e riam junto com a Duny em: Meu livro. Eu que escrevi.
Ele já está disponível e pode ser encontrado em diversas livrarias por esse país (link da Livraria Saraiva), além da versão e-book.

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