Me chame pelo seu nome | Crítica

0
1201

Ficha técnica:

Título original: Call me by your name

Distribuidora: Sony Pictures

Direção: Luca Guadagnino

Roteiro: James Ivory

Elenco: Armie Hamer, Timothée Chalamet, Michael Sthulbarg, Amir Casar, Esther Garrel.

Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie  Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.

O filme é baseado no livro homônimo do autor André Aciman e se passa no verão de 1983, durante as férias do adolescente Elio e sua família em uma cidade em algum lugar da Itália.

O telespectador, enquanto convive com a família de Elio e com outros habitantes da pequena cidade que aparecem aleatoriamente na história, e enquanto pensa que nada acontecerá entre Elio e Oliver (afinal, se passa um bom tempo até que o filme passe, finalmente, a engrenar), é levado a compartilhar das demais experiências vividas por Elio, afinal ele é adolescente e em toda sua sensibilidade e inocência da idade vai descobrindo amores, ansiedades e dores que só os adolescentes são capazes de vivenciar com tamanha intensidade até subir a um nível de amadurecimento que só as experiências vividas na vida (principalmente as de dor e perda) podem proporcionar.

Essa é a intenção trazida pelo diretor. Não há todo aquele drama adolescente que estamos acostumados a ver. É um romance com início e fim. Não há outro caminho. Não há tempo para o preconceito e o choque dos pais em relação ao que está acontecendo com o filho, o que é muito bem salientado no diálogo quase final do filme entre o pai de Elio e o garoto.

A cidade onde se passa a história é uma pintura à parte. Que cidade! Encanta desde a primeira cena e é impossível não sentir pelo menos um pouquinho de vontade de conhecê-la.

A mistura de idiomas durante os diálogos é muito curiosa e, por vezes, engraçada, sobretudo em momentos que a diversidade cultural entre os personagens é o assunto em cena.

No final do longa, da lentidão para que a história engrenasse – um leve defeito de roteiro – a certeza que se tem é que se trata de um filme para se levar a vida. O cenário, os acontecimentos, a nostalgia que permeia a história, tudo faz com que seja um filme para se lembrar e falar por um longo tempo.

Se obra e adaptação se assemelham ou se complementam esta colunista que vos fala ainda não sabe, mas, assim que souber conto para vocês! Assistam ao trailer!

COMENTAR