Corpo e alma | A estranheza do amor

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Olá leitores! Mais um filme não produzido em Hollywood e que me chamou muita atenção. Fiquei na expectativa para assistir Corpo e alma de Ildikó Enyedi, e fiquei dividida entre a confusão, choque e, até certo ponto, admiração!

Ficha técnica:

Titulo original: Teströl és lélekröl

Distribuidora: Imovision

Direção e roteiro: Ildikó Enyedi

Elenco: Géza Morcsányi, Alexandra Borbély, Zóltan Schneider.

Data de estreia: 21.12.2017

Nota: 3/5

O filme conta a história de Maria, uma moça metódica, fechada, quase robótica, que foi contratada como controladora de qualidade da carne em um abatedouro bovino. De outro lado, temos o dono do abatedouro, Endre, um homem de mais de 50 anos, solitário, com o braço direito paralisado, que leva sua vida também de forma metódica, mas não como Maria. A chegada de Maria vai mudar tudo no lugar, principalmente a rotina e a vida de seu chefe.

Os dois têm algumas coisas em comum. Além de antissociais eles sonham, quase que diariamente, que são cervos e que estão em uma floresta estranha, com neve. No incício o telespectador não tem muita noção de porque as cenas são entrecortadas pela aparição dos cervos. Apenas após uma reunião de rotina com a psicóloga do matadouro é que se dão contra de que sonham um com o outro. E apesar de todas as limitações físicas e psicológicas dos personagens, tentam lidar com o sentimento que nutrem um com outro, ainda que não de forma convencional.

Se você é carnívoro, já digo que há determinadas cenas nesse filme que você não pode assistir, ou corre o risco de sair da sessão vegetariana, no mínimo!

Tirando isso, o filme tem cenas muito bem construidas, mas o todo em si é bem parado, de uma forma intencional, totalmente condizente com os personagens e toda rotina e rigidez da vida. Apesar disso, é fácil se simpatizar com os protagonistas, e torcer para que tudo dê certo.

Isso não quer dizer que não tenha causado bastante estranheza como um todo a situação vivida pelos personagens e isso não me agradou totalmente.O plano lúdico visando conectar os personagens atraiu até certo ponto. A tentativa de tratarem do conflito em relação ao que sentem de forma interna para depois se entregarem um ao outro foi cansativo e um pouco assustador antes algumas atitudes dos protagonistas.

Não foi um filme fácil de assistir, passei dias digerindo tudo. Mas não deixa de ser original e ousado, ótimo representante Húngaro no Oscar em 2108, concorrendo na categoria Melhor filme estrangeiro.

Assistam ao trailer:

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