Com amor, Simon | Tudo mundo merece uma grande história de amor – Crítica

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Ficha técnica:

Título original: Love, Simon.

Distribuidora: Fox Film do Brasil

Direção: Greg Berlanti

Roteiro:Elizabeth Berger, Isaac Aptaker

Elenco: Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Katherine Langford,  Alexandra Shipp, Logan Miller, Keiynan Lonsdale, Jorge Lendeborg Jr.

Nota: 5/5

Olá, leitores do Sobre Livros!

Ano passado eu revelei para vocês que a minha melhor leitura de 2017 foi Simon vs.a agenda homo sapiens. Fiquei tão feliz quanto temerosa quando fiquei sabendo que o livro ia virar filme, afinal, dá muito medo do nosso livro queridinho ser mal adaptado e estragar tudo, certo?

Desde que vi Nick Robinson em A 5ª onda o achei muito fofo e adorei quando ele interpretou o Olly em Tudo e todas as coisas. Coincidentemente foi depois de assistir Tudo e todas as coisas que eu comecei a ler Simon vs. a agenda homo sapiens e só conseguia imaginar o Nick Robinson como Simon. Parece que estava adivinhando né? Poucos dias depois fiquei sabendo da adaptação e que Nick havia sido escolhido para o filme (Iupii).

Depois disso me mordi de curiosidade e ansiedade (tanta a ponto de encher os olhos de lágrimas assistindo ao último trailer lançado). E agora que já assisti (duas vezes, rs) tive que pensar um bocado antes de fazer esta crítica porque acho que ela deveria demonstrar exatamente o que senti.

O filme conta a história de Simon, um garoto comum, que tem uma vida normal, como a minha e a sua. Ele tem 3 amigos inseparáveis, pais legais, uma irmã fofíssima (que aparece muito pouco no filme, infelizmente). Mas ele também tem um grande segredo: é gay. Não acha que isso devesse ser tratado como uma grande revelação já que as pessoas não deveriam precisar revelar que são gays, mas também que são héteros. Mas, mesmo assim, não quer que ninguém saiba, pois, não está preparado para lidar com a reação das pessoas e com as consequências que “sair do armário” poderá lhe trazer. Ainda mais porque no colégio em que estuda há um site de fofocas que não mede esforços para destruir a vida dos alunos que, digamos, “cometem deslizes”.  Ele fica sabendo que alguém na escola também é gay, mas não quer se revelar e eles começam a se corresponder por e-mail por meio de codinomes: Jaques e Blue. Mas, quem é Blue? Ele existe mesmo? O que Blue faria se descobrisse quem é Simon?

A primeira coisa que preciso dizer é que esse filme fofo, emocionante, engraçado. É De uma forma leve ele nos transmite uma mensagem acerca da homossexualidade e do preconceito (até mesmo racial) que precisa ser ouvida por todos, até mesmo por aqueles que acreditam que o filme passa de forma um pouco romantizada demais a vida de um homossexual. Eu sai do cinema com o coração tão quentinho, sorrindo pro nada (passei uma vergonha danada, né!? mas quem se importa!?) e fiquei horas e horas pensando na história. Corro risco de ficar assim todas as vezes que assistir, rs.

Adorei a atuação de Nick Robinson, pra variar. As diferenças entre Simon – livro e Simon-filme existem, mas foram alterações válidas e que só colaboraram para um melhor entendimento da mensagem que o filme tem pra passar. Agora está difícil de saber de qual dos dois gostei mais, então, fico com os dois, cada um em sua categoria (cinema/literatura).

Foi indescritível ver a cara do Nick que eu imaginava sendo o Simon enquanto lia a história. Para quem não leu, vai parecer que o ator ficou um pouco travado, mas não se engane. Simon não é um dos caras mais expansivos do mundo. Nem tudo o que ele pensa é verbalizado (e ele é um cara que pensa bastante). As tiradas dos personagens estavam todas ali o que só confirma a qualidade da adaptação.

Jennifer Garner e Josh Duhamel ficaram ótimos como pais do Simon. Foi uma experiência totalmente diferente ver Jennifer Garner como mãe de alguém, rs.

Katherine Langford está ótima, mas ainda não consigo desassociá-la de Hanna Baker, de Os 13 porquês.

O destaque mesmo vai para Alexandra Shipp como Abby Susso e Logan Miller como Martin, ele é tão babaca que não tem como não se divertir! O ator entrou de cabeça no personagem e arrasou!

A trilha sonora é um caso a parte. A última vez que me apaixonei pela trilha sonora de filmes do estilo foi quando assisti Cidades de papel, adaptação do livro homônimo de John Green. Agora não consigo parar de ouvir!!

Então, acho que esse é um filme essencial, especialmente para o público jovem. Pode ser assistido por toda a família também já que é na verdade uma comédia romântica adolescente, não trazendo o romance de forma carregada. Um filme sobre a amizade, sobre escolhas, insegurança, o que é preciso para ser feliz. Uma deliciosa comédia romântica adolescente.

Por mais histórias de amor como a de Simon!! Assistam ao trailer!

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